RECORTE DO JORNAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
UFMA NOTÍCIAS
25/04 - 08h58Daniel Drummond vence 2º Festival de Vídeos de Bolso.Os vídeos premiados e os recomendados pelo júri técnico participam do 32º Festival Guarnicê de Cinema
Com “O MUNDO NAS MÃOS”, Daniel Drummond comemorou o primeiro lugar no 2º Festival Regional de Vídeos de Bolso do Maranhão, realizado nos dias 22 e 23 de abril, no Cine Praia Grande. A estatueta que recebe esse título foi idealizada pelo designer maranhense Eduardo Sereno e entregue aos três primeiros colocados, juntamente com prêmios em dinheiro. O vídeo vencedor foi “Entre Ponteiros e Rascunhos”; em 2º lugar, o júri técnico premiou o vídeo “Alice Maria”, de Antônio Wagner Silva (Imperatriz/MA), e em 3º lugar ficou “You Bitch Die”, de Lucas de Sá Araújo (São Luís/MA). O melhor vídeo no júri popular foi “Lista de Aprovados”, de Carlos Daut (São Luís/MA). A vencedora do Prêmio da Faculdade São Luís foi Nayra Helena Silva (São Luís-MA) com o vídeo “Vida de Barragem”. Seis vídeos receberam menções honrosas do júri técnico do Festival. O vídeo “Contu de São Luís”, de Carlos Augusto Nicácio (São Luís/MA), pela Técnica de Animação; “O Prazer em andar de bicicleta”, de Domingos de Jesus Filho (São Luís/MA), pelo caráter marginal ao vídeo; “O Sonho Acabou”, de Carlos Henrique Brandão, pela referência ao cinema mudo; “Lista de Aprovados”, de Carlos Daut (São Luís/MA), pela adequação na abordagem do tema escolhido; “Traficando Informações”, de Stella Aranha (São José de Ribamar/MA), pela adequação à linguagem simples de baixa resolução e “Chuva”, de José Patrício Neto (São Luís/MA), pela linguagem poética utilizada. Os vídeos premiados e os recomendados pelo júri técnico participam automaticamente do 32º Festival Guarnicê de Cinema, a ser realizado em São Luís, no mês de junho/09, além de serem incluídos na mostra itinerante do Festival, na categoria de Vídeos Portáteis. Foram premiados, ainda, a idealizadora e primeira produtora do Festival, Camila Andrade; o diretor-geral da Faculdade São Luís, Geraldo Siqueira; o presidente da Fundação Municipal de Cultura da Prefeitura de São Luís, Euclides Moreira Neto, e o Banco do Nordeste do Brasil. O Festival é um concurso de vídeos de baixa resolução produzidos a partir de equipamentos acessíveis à população e destinado a realizadores audiovisuais das regiões Norte e Nordeste do Brasil. O evento promove filmes com temática livre e oportunidade de experimentação, além de promover oficinas na área. A oficina Interpretação para Vídeos de Baixa Resolução foi ministrada pela atriz e diretora Aily Arnaud no dia 22 de abril. No dia seguinte, o professor do Departamento de Artes da UFMA e cineasta, Murilo Santos, ministrou a oficina Evolução da Tecnologia Digital. Promovido pela UFMA, Fundação Sousândrade e Instituto Guarnicê, com patrocínio do Banco do Nordeste do Brasil, o 2º Festival Vídeos de Bolso tem direção executiva do professor Alberto Dantas e coordenação de Carlos Benalves e Nicolau Leitão. O júri técnico foi formado pelo publicitário e diretor de comerciais, Breno Ferreira; o redator publicitário, artista plástico e vídeomaker, José Maria Eça de Queiroz e o presidente da Associação Brasileira de Documentaristas, Secção do Maranhão, o paulista João Paulo Furtado de Oliveira, bacharel em Comunicação Social e gerente da Comunicar. RELAÇÃO OFICIAL DOS VENCEDORES DO 2º VÍDEOS DE BOLSO JÚRI TÉCNICO 1º LUGAR: Entre Ponteiros e Rascunhos – Daniel Drummond (São Luís/MA). 2º LUGAR: Alice Maria – Antônio Wagner da Silva (Imperatriz/MA). 3º LUGAR: You Bitch Die – Lucas de Sá Araújo (São Luís/MA). JÚRI POPULAR 1º LUGAR: Lista de Aprovados – Carlos Daut (São Luís/MA). PRÊMIO FACULDADE SÃO LUÍS 1º LUGAR: Vida de Barragem – Nayra Helena Silva (São Luís/MA) MENÇÕES HONROSAS 1. PELA TÉCNICA DE ANIMAÇÃO: Contu de São Luís – Carlos Augusto Nicácio (São Luís/MA). 2. PELO CARÁTER MARGINAL: O Prazer em andar de bicicleta – Domingos de Jesus Filho (São Luís/MA). 3. PELA REFERÊNCIA AO CINEMA MUDO: O Sonho Acabou – Carlos Henrique Brandão. 4. PELA ADEQUAÇÃO NA ABORDAGEM DO TEMA ESCOLHIDO: Lista de Aprovados – Carlos Daut (São Luís/MA). 5. PELA ADEQUAÇÃO À LINGUAGEM SIMPLES DA BAIXA RESOLUÇÃO: Traficando Informações – Stella Aranha (São José de Ribamar/MA). 6. PELA LINGUAGEM POÉTICA: Chuva – José Patrício Neto (São Luís/MA)
Lugar: ASCOM UFMAFonte: Lideney RibeiroNotícia alterada em: 27/04/2009 15h15
terça-feira, 28 de abril de 2009
sábado, 4 de abril de 2009
HOMENAGEM
AO MEU IRMÃO FRED, do blog
http://www.theiaviva.blogspot.com/
Por ocasião de sua Graduação em Filosofia
O poema a seguir de sua autoria , quando ainda garoto, nos anos setenta, demonstra a sua verve filosófica instigada pelos tempos de opressão em que duramente vivíamos, e que transitavam dos valores irrefletidos da tradicional família mineira aos piores momentos da ditadura militar ,que não era, como muitos equivocadamente acreditam, "honesta". Embora, mesmo se fosse ,não justificaria. Desapareciam pessoas, verbos e verbas.
O MENSAGEIRO
O que pode um poeta
numa tarde de sábado,
quando o silêncio vem
mais tenebroso
que o trovejar de bombas?
Convocar os homens
para uma rodada de poquer?
E as mulheres
para a vigilância eterna
da castidade humana?
Um anjo, de longe,
acenou em fuga:
argumenta o contabilista
no arranjo final
de sua arquitetura contábil
Pois ora veja,
que os jornais falam de guerra
(da garra da guerra).
Falam até que o Barnabé
rimando com Malomé
comprou uma mula do Mané,
mas depois morreu todo mundo
depois das 6 da tarde.
E o que pode o poeta?
- Não mais chorar sobre os mortos.
- Não mais lamentar os destroços.
- Não mais remover os trastes
da fidalguia em conflitos de honra.
( os mortos cuidem
dos mortos ).
Da boca de um Arcanjo
dado a pileques suburbanos
vem a mensagem de vida
a despeito de todo ruído,
que tenta amedrontar
a rebeldia estética
da aurora que vem chegando.
E vem sem disfarce,
com uma claridade
que faz tremer
a mínima transação
no mercado da fome.
Desta fábula extraio dos trovões
a voz anônima e universal
que explode em sonora negação:
Não. Não haverá pactos
obscuros.
Nem conversa ao pé do ouvido
com coisa de quem tem medo
das revelações cristalinas.
Nem haverá sábado preguiçoso
de televisão e sol quente,
para depois o desespero
da noite que oculta tudo.
Com minha irreverência
medo e outras limitações
ensaio o verbo que se avizinha
para a mais autêntica
profissão de fé:
Haveremos de sobreviver
irmão que batalha.
Haveremos de recolher
no outono próximo
o resultado sem pretensão
deste canto de vida
E posto que me aprouve
o singular canto dos
visionários
já nem mais
será perguntado:
- e o que pode o poeta?
Pois o futuro
emerge como poema
na brisa leve da manhã.
Frederico Ozanam Drummond
do livro Anjo Vingador
http://www.theiaviva.blogspot.com/
Por ocasião de sua Graduação em Filosofia
O poema a seguir de sua autoria , quando ainda garoto, nos anos setenta, demonstra a sua verve filosófica instigada pelos tempos de opressão em que duramente vivíamos, e que transitavam dos valores irrefletidos da tradicional família mineira aos piores momentos da ditadura militar ,que não era, como muitos equivocadamente acreditam, "honesta". Embora, mesmo se fosse ,não justificaria. Desapareciam pessoas, verbos e verbas.
O MENSAGEIRO
O que pode um poeta
numa tarde de sábado,
quando o silêncio vem
mais tenebroso
que o trovejar de bombas?
Convocar os homens
para uma rodada de poquer?
E as mulheres
para a vigilância eterna
da castidade humana?
Um anjo, de longe,
acenou em fuga:
argumenta o contabilista
no arranjo final
de sua arquitetura contábil
Pois ora veja,
que os jornais falam de guerra
(da garra da guerra).
Falam até que o Barnabé
rimando com Malomé
comprou uma mula do Mané,
mas depois morreu todo mundo
depois das 6 da tarde.
E o que pode o poeta?
- Não mais chorar sobre os mortos.
- Não mais lamentar os destroços.
- Não mais remover os trastes
da fidalguia em conflitos de honra.
( os mortos cuidem
dos mortos ).
Da boca de um Arcanjo
dado a pileques suburbanos
vem a mensagem de vida
a despeito de todo ruído,
que tenta amedrontar
a rebeldia estética
da aurora que vem chegando.
E vem sem disfarce,
com uma claridade
que faz tremer
a mínima transação
no mercado da fome.
Desta fábula extraio dos trovões
a voz anônima e universal
que explode em sonora negação:
Não. Não haverá pactos
obscuros.
Nem conversa ao pé do ouvido
com coisa de quem tem medo
das revelações cristalinas.
Nem haverá sábado preguiçoso
de televisão e sol quente,
para depois o desespero
da noite que oculta tudo.
Com minha irreverência
medo e outras limitações
ensaio o verbo que se avizinha
para a mais autêntica
profissão de fé:
Haveremos de sobreviver
irmão que batalha.
Haveremos de recolher
no outono próximo
o resultado sem pretensão
deste canto de vida
E posto que me aprouve
o singular canto dos
visionários
já nem mais
será perguntado:
- e o que pode o poeta?
Pois o futuro
emerge como poema
na brisa leve da manhã.
Frederico Ozanam Drummond
do livro Anjo Vingador
quarta-feira, 4 de março de 2009
ANOS DOURADOS
EROS I (endecha)
Compras
Nas prateleiras do supermercado
viajo minha fantasia
entre esponjas de bom-bril
apagam-se os meus sonhos de namorada
Onde estará você
e o seu cotidiano?
tão longe e tão perto
alcanço latas e caixas
misturo o ácido e o doce
o seu olhar flechando os meus seios
a pequena lágrima rola entre as curvas do decote
o carrinho se avoluma
volumes pesados
agigantam-se em
sua fragilidade
pernas
o movimento
caminhos opostos
as prateleiras inertes
preços
avaliá-los é tocar na ferida
misturar os rótulos
custo da vida
contabilidade da paixão
Compras
Nas prateleiras do supermercado
viajo minha fantasia
entre esponjas de bom-bril
apagam-se os meus sonhos de namorada
Onde estará você
e o seu cotidiano?
tão longe e tão perto
alcanço latas e caixas
misturo o ácido e o doce
o seu olhar flechando os meus seios
a pequena lágrima rola entre as curvas do decote
o carrinho se avoluma
volumes pesados
agigantam-se em
sua fragilidade
pernas
o movimento
caminhos opostos
as prateleiras inertes
preços
avaliá-los é tocar na ferida
misturar os rótulos
custo da vida
contabilidade da paixão
segunda-feira, 2 de março de 2009
ANOS DOURADOS
TROPICÁLIA I
Esse menino entrou na minha vida
como uma pipa nas brincadeiras de criança
dissonante como um trator que rasga a terra
e fecunda
De repente
instalou-se no meu
QUARTO
na minha solidão
e cresceu
cogumelo mágico
de flores
nos cabelos longos cansados da noite
trouxe uma leve brisa anunciando o dia
menino de graça
de sonhos tamanhos
que a vida não passa sem nele passar
menino sem farsa
de vida vivida
a dor da desdita
não há de ficar
menino com alma
de doce memória
os riscos de outrora
me fazem lembrar
que a vida é eterna no instante que passa
visão (in) flamada de luz ao luar
menino tardio
lembranças do Rio
da infância perdida
na beira do mar
menino eu te gosto
amigo te quero
promessa de vida,
de dom
de ousar.
Esse menino entrou na minha vida
como uma pipa nas brincadeiras de criança
dissonante como um trator que rasga a terra
e fecunda
De repente
instalou-se no meu
QUARTO
na minha solidão
e cresceu
cogumelo mágico
de flores
nos cabelos longos cansados da noite
trouxe uma leve brisa anunciando o dia
menino de graça
de sonhos tamanhos
que a vida não passa sem nele passar
menino sem farsa
de vida vivida
a dor da desdita
não há de ficar
menino com alma
de doce memória
os riscos de outrora
me fazem lembrar
que a vida é eterna no instante que passa
visão (in) flamada de luz ao luar
menino tardio
lembranças do Rio
da infância perdida
na beira do mar
menino eu te gosto
amigo te quero
promessa de vida,
de dom
de ousar.
ANOS DOURADOS
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