Arroz de festa - Matéria completa
| BOA FORMA
quinta-feira, 8 de abril de 2010
domingo, 14 de março de 2010
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
A triste trajetória do menino Sean
Esse é um exemplo da crueldade e egoísmo de muitos pais como também mães. Essa criança vivia há bastante tempo com a família materna, tem uma irmâ pequena, e foi desrespeitada quando não teve a chance de escolher. Amor de pai e mãe deve ser generoso. No caso, quem deveria sofrer com a falta do filho seria o pai que o amasse de verdade, querendo que o menino fosse feliz.
Como mãe prefiro agir dessa forma.Como educadora, durante quarenta e um anos, acho díficil não surgir sérios problemas futuros. A Lei é fria, não considera esses aspectos.
Quando colocamos um ser no mundo precisamos ser mais sensíveis e generosos.
Quanto ao chamado sequestro praticado pela mãe, nem sabemos porque essa mãe fugiu com a criança para o Brasil.
Como mãe prefiro agir dessa forma.Como educadora, durante quarenta e um anos, acho díficil não surgir sérios problemas futuros. A Lei é fria, não considera esses aspectos.
Quando colocamos um ser no mundo precisamos ser mais sensíveis e generosos.
Quanto ao chamado sequestro praticado pela mãe, nem sabemos porque essa mãe fugiu com a criança para o Brasil.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
PARA BORIS CASOY OS GRUPOS QUE LUTARAM CONTRA A DITADURA QUERIAM IMPLANTAR OUTRA DITADURA
ONTEM,21 DE DEZEMBRO NA BAND NEWS FM, O JORNALISTA BORIS CASOY FEZ ALGUNS COMENTÁRIOS SOBRE A HOMENAGEM PRESTADA A INÊS ETIENNE. AFIRMOU QUE AS PESSOAS QUE FORAM TORTURADAS NO PERÍODO DA DITADURA MERECIAM UMA REPARAÇÃO.MAS CONCLUIU QUE, NA VERDADE, ESSES GRUPOS LUTARAM PARA ,AO DERRUBAR A DITADURA, TENTAREM IMPLANTAR OUTRA DITADURA.
EMBORA RESPEITE O JORNALISTA, ACHEI SUA OPINIÃO ABSURDA.CITOU COMO INDÍCIO OS CONTATOS COM CUBA. PARECE-ME QUE DEVE SER A OPINIÃO DE MUITOS.
EU NÃO SUPORTARIA UMA DITADURA, MAS QUEM DERA QUE TIVÉSSEMOS UMA EDUCAÇÃO E SAÚDE COMO A DE CUBA.
ALIÁS, MUITOS BRASILEIROS, ESPECIALMENTE DAS ÁREAS DE EDUCACAÇÃO E SAÚDE FORAM A CUBA CONHECER, FAZER CURSOS, E SE ENCANTARAM COM O NÍVEL DE LEITURA DO POVO CUBANO.SUGIRO A LEITURA DO LIVRO DE OSWALDO FRANÇA JÚNIOR "LIÇÕES DE AMAR EM CUBA"
EMBORA RESPEITE O JORNALISTA, ACHEI SUA OPINIÃO ABSURDA.CITOU COMO INDÍCIO OS CONTATOS COM CUBA. PARECE-ME QUE DEVE SER A OPINIÃO DE MUITOS.
EU NÃO SUPORTARIA UMA DITADURA, MAS QUEM DERA QUE TIVÉSSEMOS UMA EDUCAÇÃO E SAÚDE COMO A DE CUBA.
ALIÁS, MUITOS BRASILEIROS, ESPECIALMENTE DAS ÁREAS DE EDUCACAÇÃO E SAÚDE FORAM A CUBA CONHECER, FAZER CURSOS, E SE ENCANTARAM COM O NÍVEL DE LEITURA DO POVO CUBANO.SUGIRO A LEITURA DO LIVRO DE OSWALDO FRANÇA JÚNIOR "LIÇÕES DE AMAR EM CUBA"
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Sou contra a extradição de Cesare Battisti
Por ocasião da Ditadura Militar no Brasil, eu era uma jovem estudante secundarista ,de classe média, no interior de Minas, com formação religiosa e com sede de um mundo melhor. Um mundo que se preocupasse com os desvalidos, os famintos, operários, em que as crianças não apanhassem, enfim, um mundo em que as relações naturais de poder fossem pelo menos respeitosas.
Pertenci a movimentos religiosos, União Colegial da minha cidade. Fui professora alfabetizadora, trabalhei em órgão público de Educação e nesse sonho utópico de jovem era acusada de comunista.
Não posso nunca me esquecer das barbaridades ocorridas nessa época e do fantasma que se apoderou da ignorância de muitos. Os lados eram dois, os que estavam a favor da Lei e os Outros, os comunistas. Eu,como era falante, me via ameaçada de delação. Queimei livros. Na Faculdade particular, microfones monitoravam professores que não podiam citar o nome de Karl Marx, e nem "Freud" (risos) . A ignorância enlouquecia...Como professora era vigiada para não fazer reflexões "desnecessárias".No serviço público verbas desapareciam e os "protetores" cuidavam de mim para não dizer nada. Na capital ouviam-se gemidos e gritos vindos de uma sede do DOI CODI. E as torturas e mortes de jovens sonhadores, mulheres e operários que nunca pegaram em armas? Onde estão esses militares? Na minha cidade até hoje, nós, "os comunistas" que não suportam nehuma forma de ditadura, entristecemo-nos com a tortura de dois jovens operários da JOC; um desaparecido, o outro falecido. E ,eu,com a morte de um primo encantador. Essas pessoas levavam na alma aquilo que no seu último livro Frei Beto chama de Utopia do Coração.
Hoje , percebo jovens, mal informados, confundirem aqueles que resistiram ,heróicamente, à Ditadura em seus países com terroristas. É preciso que leiam o depoimento de pessoas intelectualmente sérias e esclarecidas como o professor e jurista Dalmo Dallari e outros escritores.
Desejo que o Lula seja pelo menos coerente com a Constituição.
Tenho todas as razões para desacreditar no poder de um país, de uma democracia duvidosa, mesmo porque nem Miterrand acreditou, tendo abrigado na França o escritor Battisti como refugiado político que é.
Pertenci a movimentos religiosos, União Colegial da minha cidade. Fui professora alfabetizadora, trabalhei em órgão público de Educação e nesse sonho utópico de jovem era acusada de comunista.
Não posso nunca me esquecer das barbaridades ocorridas nessa época e do fantasma que se apoderou da ignorância de muitos. Os lados eram dois, os que estavam a favor da Lei e os Outros, os comunistas. Eu,como era falante, me via ameaçada de delação. Queimei livros. Na Faculdade particular, microfones monitoravam professores que não podiam citar o nome de Karl Marx, e nem "Freud" (risos) . A ignorância enlouquecia...Como professora era vigiada para não fazer reflexões "desnecessárias".No serviço público verbas desapareciam e os "protetores" cuidavam de mim para não dizer nada. Na capital ouviam-se gemidos e gritos vindos de uma sede do DOI CODI. E as torturas e mortes de jovens sonhadores, mulheres e operários que nunca pegaram em armas? Onde estão esses militares? Na minha cidade até hoje, nós, "os comunistas" que não suportam nehuma forma de ditadura, entristecemo-nos com a tortura de dois jovens operários da JOC; um desaparecido, o outro falecido. E ,eu,com a morte de um primo encantador. Essas pessoas levavam na alma aquilo que no seu último livro Frei Beto chama de Utopia do Coração.
Hoje , percebo jovens, mal informados, confundirem aqueles que resistiram ,heróicamente, à Ditadura em seus países com terroristas. É preciso que leiam o depoimento de pessoas intelectualmente sérias e esclarecidas como o professor e jurista Dalmo Dallari e outros escritores.
Desejo que o Lula seja pelo menos coerente com a Constituição.
Tenho todas as razões para desacreditar no poder de um país, de uma democracia duvidosa, mesmo porque nem Miterrand acreditou, tendo abrigado na França o escritor Battisti como refugiado político que é.
Carta aberta de Cesare Battisti a Lula e ao Povo Brasileiro
CARTA ABERTA
AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR
LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA
PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
SUPREMO MAGISTRADO DA NAÇÃO BRASILEIRA
AO POVO BRASILEIRO
“Trinta anos mudam muitas coisas na vida dos homens, e às vezes fazem uma vida toda”. (O homem em revolta - Albert Camus)
Se olharmos um pouco nosso passado a partir de um ponto de vista histórico, quantos entre nós, podem sinceramente dizer que nunca desejou afirmar a própria humanidade, de desenvolvê-la em todos os seus aspectos em uma ampla liberdade. Poucos. Pouquíssimos são os homens e mulheres de minha geração que não sonharam com um mundo diferente, mais justo.
Entretanto, frequentemente, por pura curiosidade ou circunstâncias, somente alguns decidiram lançar-se na luta, sacrificando a própria vida.
A minha história pessoal é notoriamente bastante conhecida para voltar de novo sobre as relações da escolha que me levou à luta armada. Apenas sei que éramos milhares, e que alguns morreram, outros estão presos, e muito exilados.
Sabíamos que podia acabar assim. Quantos foram os exemplos de revolução que faliram e que a história já nos havia revelado? Ainda assim, recomeçamos, erramos e até perdemos. Não tudo! Os sonhos continuam!
Muitas conquistas sociais que hoje os italianos estão usufruindo foram conquistadas graças ao sangue derramado por esses companheiros da utopia. Eu sou fruto desses anos 70, assim como muitos outros aqui no Brasil, inclusive muitos companheiros que hoje são responsáveis pelos destinos do povo brasileiro. Eu na verdade não perdi nada, porque não lutei por algo que podia levar comigo. Mas agora, detido aqui no Brasil não posso aceitar a humilhação de ser tratado de criminoso comum.
Por isso, frente à surpreendente obstinação de alguns ministros do STF que não querem ver o que era realmente a Itália dos anos 70, que me negam a intenção de meus atos; que fecharam os olhos frente à total falta de provas técnicas de minha culpabilidade referente aos quatro homicídios a mim atribuídos; não reconhecem a revelia do meu julgamento; a prescrição e quem sabem qual outro impedimento à extradição.
Além de tudo, é surpreendente e absurdo, que a Itália tenha me condenado por ativismo político e no Brasil alguns poucos teimam em me extraditar com base em envolvimento em crime comum. É um absurdo, principalmente por ter recebido do Governo Brasileiro a condição de refugiado, decisão à qual serei eternamente grato.
E frente ao fato das enormes dificuldades de ganhar essa batalha contra o poderoso governo italiano, o qual usou de todos os argumentos, ferramentas e armas, não me resta outra alternativa a não ser desde agora entrar em “GREVE DE FOME TOTAL”, com o objetivo de que me sejam concedidos os direitos estabelecidos no estatuto do refugiado e preso político. Espero com isso impedir, num último ato de desespero, esta extradição, que para mim equivale a uma pena de morte.
Sempre lutei pela vida, mas se é para morrer, eu estou pronto, mas, nunca pela mão dos meus carrascos. Aqui neste país, no Brasil, continuarei minha luta até o fim, e, embora cansado, jamais vou desistir de lutar pela verdade. A verdade que alguns insistem em não querer ver, e este é o pior dos cegos, aquele que não quer ver.
Findo esta carta, agradecendo aos companheiros que desde o início da minha luta jamais me abandonaram e da mesma forma agradeço àqueles que chegaram de última hora, mas, que têm a mesma importância daqueles que estão ao meu lado desde o princípio de tudo. A vocês os meus sinceros agradecimentos. E como última sugestão eu recomendo que vocês continuem lutando pelos seus ideais, pelas suas convicções. Vale a pena!
Espero que o legado daqueles que tombaram no front da batalha não fique em vão. Podemos até perder uma batalha, mas tenho convicção de que a vitória nesta guerra está reservada aos que lutam pela generosa causa da justiça e da liberdade.
Entrego minha vida nas mãos de Vossa Excelência e do Povo Brasileiro.
Brasília, 13 de novembro de 2009
Cesare Battisti
AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR
LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA
PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
SUPREMO MAGISTRADO DA NAÇÃO BRASILEIRA
AO POVO BRASILEIRO
“Trinta anos mudam muitas coisas na vida dos homens, e às vezes fazem uma vida toda”. (O homem em revolta - Albert Camus)
Se olharmos um pouco nosso passado a partir de um ponto de vista histórico, quantos entre nós, podem sinceramente dizer que nunca desejou afirmar a própria humanidade, de desenvolvê-la em todos os seus aspectos em uma ampla liberdade. Poucos. Pouquíssimos são os homens e mulheres de minha geração que não sonharam com um mundo diferente, mais justo.
Entretanto, frequentemente, por pura curiosidade ou circunstâncias, somente alguns decidiram lançar-se na luta, sacrificando a própria vida.
A minha história pessoal é notoriamente bastante conhecida para voltar de novo sobre as relações da escolha que me levou à luta armada. Apenas sei que éramos milhares, e que alguns morreram, outros estão presos, e muito exilados.
Sabíamos que podia acabar assim. Quantos foram os exemplos de revolução que faliram e que a história já nos havia revelado? Ainda assim, recomeçamos, erramos e até perdemos. Não tudo! Os sonhos continuam!
Muitas conquistas sociais que hoje os italianos estão usufruindo foram conquistadas graças ao sangue derramado por esses companheiros da utopia. Eu sou fruto desses anos 70, assim como muitos outros aqui no Brasil, inclusive muitos companheiros que hoje são responsáveis pelos destinos do povo brasileiro. Eu na verdade não perdi nada, porque não lutei por algo que podia levar comigo. Mas agora, detido aqui no Brasil não posso aceitar a humilhação de ser tratado de criminoso comum.
Por isso, frente à surpreendente obstinação de alguns ministros do STF que não querem ver o que era realmente a Itália dos anos 70, que me negam a intenção de meus atos; que fecharam os olhos frente à total falta de provas técnicas de minha culpabilidade referente aos quatro homicídios a mim atribuídos; não reconhecem a revelia do meu julgamento; a prescrição e quem sabem qual outro impedimento à extradição.
Além de tudo, é surpreendente e absurdo, que a Itália tenha me condenado por ativismo político e no Brasil alguns poucos teimam em me extraditar com base em envolvimento em crime comum. É um absurdo, principalmente por ter recebido do Governo Brasileiro a condição de refugiado, decisão à qual serei eternamente grato.
E frente ao fato das enormes dificuldades de ganhar essa batalha contra o poderoso governo italiano, o qual usou de todos os argumentos, ferramentas e armas, não me resta outra alternativa a não ser desde agora entrar em “GREVE DE FOME TOTAL”, com o objetivo de que me sejam concedidos os direitos estabelecidos no estatuto do refugiado e preso político. Espero com isso impedir, num último ato de desespero, esta extradição, que para mim equivale a uma pena de morte.
Sempre lutei pela vida, mas se é para morrer, eu estou pronto, mas, nunca pela mão dos meus carrascos. Aqui neste país, no Brasil, continuarei minha luta até o fim, e, embora cansado, jamais vou desistir de lutar pela verdade. A verdade que alguns insistem em não querer ver, e este é o pior dos cegos, aquele que não quer ver.
Findo esta carta, agradecendo aos companheiros que desde o início da minha luta jamais me abandonaram e da mesma forma agradeço àqueles que chegaram de última hora, mas, que têm a mesma importância daqueles que estão ao meu lado desde o princípio de tudo. A vocês os meus sinceros agradecimentos. E como última sugestão eu recomendo que vocês continuem lutando pelos seus ideais, pelas suas convicções. Vale a pena!
Espero que o legado daqueles que tombaram no front da batalha não fique em vão. Podemos até perder uma batalha, mas tenho convicção de que a vitória nesta guerra está reservada aos que lutam pela generosa causa da justiça e da liberdade.
Entrego minha vida nas mãos de Vossa Excelência e do Povo Brasileiro.
Brasília, 13 de novembro de 2009
Cesare Battisti
quinta-feira, 30 de abril de 2009
O ADOECIMENTO DOS PROFESSORES EM MG
Publicado no Jornal do Sindicato dos Professores de Minas Gerais
28/04/2009
O Sinpro divulga pesquisa inédita sobre condições de saúde e trabalho dos professores
O Sinpro Minas divulgou nessa terça-feira (28/4) a pesquisa inédita que mapeia as condições de saúde e trabalho dos docentes da rede privada de ensino de todo o estado. Realizada pelo sindicato, em parceria com o Ministério do Trabalho (por meio da Fundacentro), a Federação Interestadual dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Fitee) e Sindicato dos Auxiliares em Administração Escolar (Saae-MG), a pesquisa revelou que é elevado o percentual de professores que alegam sofrer cansaços físico e mental (92,84%).
“Há todo um processo na contemporaneidade que aumenta substancialmente o trabalho do professor e o leva a um quadro de estresse e adoecimento”, denunciou Gilson Reis, presidente do Sinpro Minas, durante a coletiva de imprensa, no auditório do sindicato. Segundo ele, o cenário atual, de mercantilização da educação, traz ainda mais impactos negativos nas condições de trabalho e saúde dos docentes. “A escola privada está se transformando cada vez mais em um ambiente em que o aluno é tratado como cliente e a educação como comércio, o que tem trazido implicações na qualidade da educação”, afirmou o presidente do Sinpro.
De acordo com a pesquisa, para 82,58% da categoria, a exigência de cumprimento de prazos é o principal motivo que torna o ambiente institucional ameaçador. Já a principal causa de desgaste entre os docentes encontra-se na relação direta entre aluno e professor, com 40, 25% das respostas. “Eles [os empresários da educação] preferem lotar a sala de aula a dividir as atividades entre dois professores. Sempre tem aquela pressão e opressão, tanto em nível psicológico, quanto em nível de produção”, disse, durante a coletiva, a professora universitária Rose Guerra, que teve um acidente vascular cerebral em decorrência do estresse laboral.
“Trata-se de um levantamento abrangente e que vai servir de parâmetro para desenvolver ações preventivas e educativas junto à categoria. Além disso, a pesquisa é muito importante e urgente, pois o processo de adoecimento no setor educacional é cada vez maior, em decorrência da mercantilização da educação e do aumento da carga de trabalho”, afirmou a diretora Maria das Graças de Oliveira, uma das pesquisadoras.
Outro dado que preocupou o sindicato diz respeito à violência no ambiente escolar: aproximadamente 41% dos professores reclamaram que já foram agredidos ou ameaçados por alunos pelo menos uma vez. “Esse dado demanda ações urgentes por parte de toda a sociedade, inclusive das autoridades públicas. Temos que coibir isso. A sala de aula não pode se tornar um local de ameaças ou agressões constantes”, declara Gilson Reis, presidente do Sinpro Minas.
Ainda segundo a pesquisa, há uma associação direta entre o número de alunos em sala de aula e a possibilidade de o professor apresentar problemas de saúde, como rouquidão e dores de cabeça, e um dos maiores motivos de afastamento na categoria está relacionado a dores nas pernas.
GêneroA pesquisa também fez um recorte de gênero e constatou um quadro pouco favorável para as mulheres. Em todo o estado, a renda pessoal média das professoras é cerca de 30% inferior à dos professores. Já na região metropolitana, esse cenário de desigualdade permanece, mas o percentual de diferença cai para aproximadamente 24%. “Podemos inferir que isso se deve ao fato de que há diferenças de salários por titulação e há mais homens que mulheres tituladas atualmente em nossa categoria. Também há o fato de que as mulheres se dividem entre a jornada doméstica e a da escola, o que faz com que, em média, tenham uma menor carga horária de aulas”, avalia Maria das Graças de Oliveira, ponderando que os resultados merecem uma análise mais aprofundada, com o objetivo de tomar as medidas adequadas para mudar essa realidade.
Para o coordenador-geral da pesquisa, Celso Amorim Salim, da Fundacentro, o sindicato desempenhou um papel muito importante ao fazer esse levantamento inédito em Minas. “A pesquisa fornece uma série de dados para subsidiar ações em defesa das condições de trabalho da categoria”.
A pesquisa completa será divulgada no portal do Sinpro Minas. O próximo passo será a elaboração, com a participação de especialistas de várias áreas, de dois livros, um de caráter mais qualitativo, com as declarações dos professores, e outro mais técnico-analítico, sobre o resultado da pesquisa. O Sinpro e as instituições parceiras também vão procurar as autoridades com o objetivo de atrair financiamentos para pesquisas mais aprofundadas.
Alguns dados da pesquisa
>> Aproximadamente 41% dos professores reclamaram que já foram agredidos ou ameaçados por alunos pelo menos uma vez.
>> Para cerca de 83% deles, a exigência de cumprimento de prazos é o principal motivo que torna o ambiente institucional ameaçador.
>> A pesquisa apontou que é elevada a proporção de docentes que alegam sofrer cansaços físico e mental (92,84%).
>> Em geral, embora os docentes tenham considerado o ambiente de trabalho satisfatório, cerca de 42% deles afirmaram que a presença do pó de giz interfere nas aulas.
>> O risco de uma professora da região metropolitana sofrer algum tipo de acidente e/ou doença do trabalho é cerca de 2,2 vezes maior em relação a um professor.
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